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29 de junho de 2011

"Eu errei quando chamei eles de vândalos", diz Cabral sobre bombeiros ( PURO JOGO POLÍTICO - grifo nosso)


Governador do RJ deu entrevista à rádio CBN na manhã desta quarta (29). Deputados da Alerj aprovaram anistia a agentes na noite de terça.

 













Do G1 RJ


O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, afirmou, em entrevista à rádio CBN, na manhã desta quarta-feira (29) que é a favor da anistia aos bombeiros presos após a invasão ao quartel central do Corpo de Bombeiros, no dia 3 de junho. "Eu errei quando chamei eles de vândalos. Eles erraram, se comportaram mal (na invasão do quartel), mas é uma instituição muito querida da população. Estou fazendo minha mea-culpa.  A anistia vai ao encontro desse desarmamento de espírito", disse o governador.

( Depois do Governador Sergio Cabral perceber que a população está do lado dos bombeiros, ele muda de opinião. Agora para o governador está em jogo sua posição de Governador e por isso AGORA, para ele, os bombeiros  nao são mais vândalos, nao! Ele precisa de votos  e da aceitação popular para se manter no poder!!! - ou seja - JOGO POLÍTICO!) grifo nosso

Os deputados da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) aprovaram, na noite de terça-feira (28), o projeto de lei 644/2011, que concede anistia administrativa aos mais de 400 bombeiros e a dois PMs presos. Isso significa que eles não poderão ser punidos pela corporação.

O projeto de lei foi aprovado por unanimidade pelos 60 deputados presentes e seguirá para sanção do governador Sérgio Cabral, que já prometeu sancioná-lo, segundo o presidente da Alerj, deputado Paulo Melo (PMDB).
Projeto de anistia
Em nota oficial divulgada na noite desta terça-feira, a Alerj informou que o projeto de lei 644/2011 é de autoria de 50 deputados. Os 12 deputados estaduais da base apelidada de "pró-bombeiros" não foram incluídos na autoria do projeto, o que causou insatisfação ao grupo. Antes da votação, os deputados da base governista trocaram farpas com os representantes da oposição.

Governador falou sobre acidente

Na mesma entrevista, o governador fez comentários sobre o acidente de helicóptero que vitimou a namorada de seu filho Marco Antônio Cabral, na Bahia, e outras seis pessoas. Cabral rebateu críticas de que estava com um empresário que tem contratos importantes com o governo do estado do Rio e de ter usado um avião de outro empresário para ir até o Nordeste. “Eu sempre procurei separar vida privada e vida pública. Jamais tomei decisão na vida pública misturando vida privada. Quero assumir esse debate de um código de conduta.
“A cidade do Rio de Janeiro tem investido muito, o governo federal tem investido muito, a Petrobras, empresas privadas têm investindo. Empresas estão vindo para o Rio de Janeiro. O que mais ouço é que o Rio vive uma dinâmica de crescimento muito rara. Todas as construtoras ganham, todas as empresas ganham. É um absurdo vincular elo de amizade entre mim e do Fernando (Cavendish, empresário dono de construtora), que é anterior ao meu mandato.

Royalties do petróleo

Cabral afirmou que na quinta-feira (30), ele e mais cinco governadores, entre eles os do Espírito Santo e da Bahia, vão se encontrar em Brasília para ter orientação sobre a divisão dos royalties do petróleo. “Vamos nos encontrar a pedido da presidenta Dilma para discurtimos este assunto com calma e tranquilidade. Dá para o Brasil e o estado do Rio ganharem ao mesmo tempo. Apesar de que o Rio, que produz esta riqueza, não ganhar o valor que deveria ganhar. Já a Bahia ganha muito mais e nem produz o petróleo”.
PM ferido no Morro da Coroa“As UPPs vieram para ficar. O caso da (do Morro) Coroa é um caso isolado. É um absurdo darem para menores de idade uma granada. Eles acabaram jogando contra os policiais e um PM teve a perna amputada e agora corre até o risco de perder a outra. Mas nós continuaremos com as UPPs e agora estamos pacificando a Mangueira, que é um território a ser celebrado”.

Quanto ao salário dos policiais, o governador disse que neste segundo semestre, todos receberam uma gratificação dobrada pelo excelente trabalho de contribuir para acabar com o crime: “Para estes policiais, nós queremos, junto com a política de metas que nós estabelecemos, reduzir cada vez mais o número de homicídios, latrocínios e roubo de veículos. E dobramos para este semestre a gratificação para eles. É uma contribuição mais que financeira, mas ética, profissional e moral”.
Greve dos professoresCabral também comentou a greve dos professores da rede estadual, que reivindicam reajustes salariais. “No meu primeiro mandato, houve um erro na escolha da coordenação e isso prejudicava muito a política dos professores. Mas agora o magistério está sendo incentivado. Há 12 anos eles não tinham um reajuste no salário. Estamos abertos para negociação”.

Alerj aprova anistia administrativa a bombeiros



Cabral prometeu sancionar o projeto, segundo o presidente da casa. Foram aprovados ainda reajuste e mudança de uso de Funesbom.

  G1 RJ
Bombeiros comparecem a sessão na Alerj (Foto: Tássia Thum/G1) 
Bombeiros acompanharam votação na Alerj
(Foto: Tássia Thum/G1)

Os deputados da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) aprovaram, na noite desta terça-feira (28), o projeto de lei 644/2011, que concede anistia administrativa aos mais de 400 bombeiros e a dois PMs presos após a invasão ao quartel central da Corpo de Bombeiros, no último dia 3. Isso significa que eles não poderão ser punidos pela corporação.

O projeto de lei foi aprovado por unanimidade pelos 60 deputados presentes e seguirá para sanção do governador Sérgio Cabral, que já prometeu sancioná-lo, segundo o presidente da Alerj, deputado Paulo Melo (PMDB).

Paulo Melo adiantou ainda que o governo já acenou também para a possibilidade de dar o vale-transporte, uma das principais reivindicações da categoria. No entanto, ele não confirmou de onde sairá o recurso para o pagamento.

O deputado informou também que a questão deverá ser conduzida pelo secretário estadual de Defesa Civil e comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Sérgio Simões.
 
Projeto

Em nota oficial divulgada na noite desta terça-feira, a Alerj informou que o projeto de lei 644/2011 é de autoria de 50 deputados. Os 12 deputados estaduais da base apelidada de "pró-bombeiros" não foram incluídos na autoria do projeto, o que causou insatisfação ao grupo. Antes da votação, os deputados da base governista trocaram farpas com os representantes da oposição.

Muitos bombeiros que compareceram ao plenário da Alerj para acompanhar as votações comemoraram a decisão, cantando o hino da corporação e gritos de guerra. Eles foram ao plenário com camisas vermelhas e cartazes pedindo a anistia criminal e administrativa aos mais de 400 colegas que foram presos.
 
Reajuste de 5,58% e Funesbom
Mais cedo, os deputados aprovaram a antecipação para julho do reajuste de 5,58% para os bombeiros e funcionários do setor da segurança do estado, como policiais militares e civis, que também será encaminhado para a sanção de Cabral. Anteriormente, o projeto havia recebido 32 emendas, mas nenhuma delas foi aprovada.

Também foi aprovado o projeto de lei que modifica a finalidade de uso do Fundo Especial do Corpo de Bombeiros (Funesbom). Com isso, parte do fundo pode ser usado para pagamento de gratificações aos bombeiros. Antes, o fundo era utilizado para a compra de equipamentos para a corporação. O projeto, que foi aprovado com o texto original, também seguirá para a sanção do governador.
No entanto, os bombeiros são contra as gratificações e querem o aumento do piso salarial de R$ 950 para R$ 2 mil líquido. E também reivindicam o vale-transporte.
 
Senado aprova anistia
Carreata dos bombeiros no Rio (Foto: Bernardo Tabak/G1) 
Pelo menos 100 carros de passeio participaram do
protesto dos bombeiros (Foto: Bernardo Tabak/G1)

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, no dia 22, um projeto de lei que anistia os bombeiros do Rio de infrações previstas no Código Penal Militar e no Código Penal. O projeto de lei foi aprovado em caráter terminativo (sem necessidade de ser aprovada em plenário) e segue para análise da Câmara dos Deputados. Se aprovada pelos deputados, a proposta vai à sanção presidencial.

No último domingo (26), centenas de bombeiros fizeram uma passeata pedindo a anistia criminal e administrativa. Professores da rede estadual de ensino, policiais militares e funcionários públicos também participaram do protesto. Depois da caminhada, os bombeiros fizeram uma carreata da Zona Sul a Zona Oeste.

27 de junho de 2011

Governo luta para evitar aprovação de PEC que unifica salários das polícias



Edson Luiz - Correio Brasiliense



Pressão no plenário, ano passado, ajudou aprovação em primeiro turno (Iano Andrade/C|B/D.A.Press - 2/2/10)
Pressão no plenário, ano passado, ajudou aprovação em primeiro turno 
 
Antes do recesso parlamentar, com previsão para começar em 15 de julho, o governo terá uma longa batalha a fim de evitar que a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que unifica os salários das polícias estaduais seja levada a plenário. Representantes da categoria pressionam os deputados federais de seus estados a assinarem um requerimento para que o projeto seja votado em segundo turno o mais rápido possível. A PEC 300, como é conhecida, já esteve em pauta em março do ano passado e foi aprovada em uma primeira votação, mas com várias modificações em relação ao texto original. Segundo a Confederação Brasileira dos Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol), pelo menos 460 parlamentares já aderiram ao movimento.

Um grupo de policiais civis, militares e bombeiros militares programa para 5 de julho uma manifestação em Brasília para entregar o requerimento ao presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS). “Até agora, 460 deputados assinaram o documento pedindo que a matéria seja colocada em votação em segundo turno, mas o número de parlamentares deve aumentar, já que falta a coleta em alguns estados, como o Rio de Janeiro”, explica o presidente da confederação, Jânio Bosco Gandra.

Os representantes dos policiais admitem não discutir a questão salarial nos próximos meses, caso o governo e o presidente da Câmara garantam que a proposta seja votada em segundo turno. “Queremos que isso ocorra ainda antes do recesso, quando começa a mobilização de várias entidades em Brasília”, diz o dirigente da Cobrapol. “Estamos trabalhando por etapa e o valor do piso salarial único será definido depois”, acrescenta.

No início da semana, o governo se movimentou para evitar que a PEC 300 seja aprovada. O Palácio do Planalto tenta convencer os governos estaduais de sua base a pressionarem os deputados a não votar, sob o argumento de que a aprovação significaria um impacto de R$ 50 bilhões anuais no Orçamento. Porém um dos argumentos dos estados é justamente o de que a PEC tinha apoio incondicional do ex-ministro da Justiça Tarso Genro — hoje governador do Rio Grande do Sul.

Teto de vidro
No texto inicial, a PEC 300 fixava salários de R$ 3,5 mil para policiais que ocupavam cargos básicos e R$ 7 mil para cargos de confiança. Na votação em primeiro turno, ano passado, a apresentação de destaques tirou os valores fixados. Em 2010, centenas de policiais ocuparam a Câmara e chegaram a acampar no Salão Verde. O protesto era pelo fato de os parlamentares não terem votado a matéria em segundo turno, como estava definido.

Remuneração da PM

O DF é onde a PM recebe maior salário inicial, segundo entidades ligadas ao setor
UF Salário base (R$)
Distrito Federal - 4.129.73
Sergipe - 3.012
Goiás - 2.722
Mato Grosso do Sul - 2.176
São Paulo - 2.387
Paraná - 2.128
Amapá - 2.070
Minas Gerais - 2.041
Maranhão - 2.037,39
Bahia - 1.984,23
Alagoas - 1.818,56
Rio Grande do Norte - 1.815
Espírito Santo - 1.801,14
Mato Grosso - 1.796,71
Santa Catarina - 1.600
Tocantins - 1.572
Amazonas 1.546
Ceará - 1.529
Roraima - 1.526,91
Piauí - 1.372
Pernambuco - 1.331
Acre - 1.299,81
Paraíba - 1.297,88
Rondônia - 1.251
Pará - 1.215
Rio Grande do Sul - 1.172
Rio de Janeiro - 1.137,49

23 de junho de 2011

Comissão aprova anistia a bombeiros

Como a aprovação ocorreu sob regime terminativo, o texto passará diretamente para a Câmara dos Deputados. O presidente da CCJ, Eunício Oliveira, comparou os bombeiros a anjos

O movimento reivindicatório ganhou apoio da população carioca  (RUDY TRINDADE/AE) O movimento reivindicatório ganhou apoio da população carioca (RUDY TRINDADE/AE)
 
A Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ) aprovou ontem por unanimidade, em Brasília, projeto de lei de iniciativa do senador Lindbergh Farias (PT-RJ) que concede anistia aos 439 bombeiros do Estado do Rio de Janeiro, punidos por participar do movimento reivindicatório por melhoria de vencimentos e de condições de trabalho. A anistia beneficia os punidos entre o dia 1º deste mês e a data de publicação da lei.

Como a aprovação ocorreu sob regime terminativo, o texto poderá ser submetido diretamente à Câmara dos Deputados, sem ser votado no plenário do Senado, se não houver recursos contrário de pelo menos oito integrantes da câmara alta. Farias declarou que “a prisão dos bombeiros foi um equívoco: os bombeiros são heróis e não podem ser tratados como bandidos. A anistia atende às expectativas da população do Rio de Janeiro e do Brasil”, afirmou.

O relator da proposta, senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), incluiu uma emenda especificando que a anistia abrange os crimes previstos no Código Penal Militar e as infrações disciplinares conexas, excluindo os delitos definidos no Código Penal e nas leis penais especiais. O presidente da CCJ, senador Eunício Oliveira (PMDB), reconheceu que, no episódio os bombeiros “podem ter se exacerbado: Mas bombeiros são verdadeiros anjos que protegem a vida das pessoas”, alegou. Ao punir os bombeiros, o governador do Estado do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), justificou a decisão à “imprudência” e à “imensa irresponsabilidade” com que eles agiram ao invadir o quartel da corporação.

A rapidez com que a CCJ aprovou a anistia também foi interpretada por aliados do governador Sérgio Cabral (PMBD) como uma saída política negociada com o peemedebista - já que, pela Constituição Federal, ele não pode anistiar os bombeiros. Cabral enfrenta forte desgaste popular desde o episódio da prisão dos bombeiros. “Agora o governo do Estado tem uma chance de acabar com esse impasse”. disse Lindberg. (das agências de notícias)

O quê
ENTENDA A NOTÍCIA

Mesmo depois de terem sido chamados de "vândalos" pelo governador Sérgio Cabral (PMDB) após a invasão do Quartel Central da corporação, os bombeiros do Rio de Janeiro contam com a simpatia de boa parte da população carioca.

15 de junho de 2011

A senadores do PMDB, Dilma admite flexibilizar anistia a desmatadores





Após derrota na votação do Código Florestal na Câmara, governo estuda tirar alcance da emenda que pune pequenos produtores; grupo representa 95% das propriedades rurais no Brasil.

No almoço com senadores do PMDB, nesta quarta-feira, a presidente Dilma Rousseff admitiu a possibilidade de apoio do governo a uma flexibilização da emenda 164 do Código Florestal e limitaria seu alcance aos micro e pequenos produtores rurais. No dia seguinte à aprovação do novo código na Câmara, o Planalto sinalizou a possibilidade de vetar a emenda, caso fosse ratificada pelo Senado.

De autoria do PMDB, a emenda 164 concede ANISTIA aos produtores rurais que desmataram Áreas de Preservação Permanente (APPs) – como topos de morros, várzeas e margens de rios – até junho de 2008. Para o senador Waldemir Moka (PMDB-MS), a emenda tem de ser ratificada, porque senão colocará na ilegalidade produtores que criam gado há décadas na região do Pantanal ou plantadores de arroz nas áreas de várzeas no Rio Grande do Sul. A grande maioria das propriedades rurais do País (95%) – que detém uma parcela menor das terras – sairia da ilegalidade por meio dessa proposta.

Durante o almoço, o senador Luiz Henrique (PMDB-SC) – que deve acumular a relatoria do novo código nas comissões de Constituição e Justiça (CCJ) e de Agricultura (CRA) – afirmou à presidente Dilma que não fará nada que não seja dentro da lógica, do entendimento ou que crie problemas ao meio ambiente. O catarinense garantiu a Dilma que se depender dele, o Brasil continuará sendo um “celeiro de produção agrícola sustentável”.

Um grupo formado pelos senadores Jorge Viana (PT-AC) – relator do novo código na Comissão de Meio Ambiente (CMA) -, Eunício Oliveira (PMDB-CE), Eduardo Braga (PMDB-AM) e Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), recebeu a incumbência do governo de buscar o entendimento no Senado para aprimorar o texto.
Andréa Jubé Vianna, da Agência Estado

14 de junho de 2011


Coronel Paul diz que movimento pode se alastrar pela PM e que governador criou um monstro


"Estão jogando pólvora nessa fogueira e vão criar um monstro". Preso por causa do protesto dos bombeiros de sexta-feira, que culminou na invasão do quartel-general da corporação nesta sexta-feira, no Centro, o coronel da reserva Paulo Ricardo Paul, da Polícia Militar, acredita que, ao enfrentar os militares e mandar prender 439 praças, o governador Sérgio Cabral pode ter criado um precedente perigoso. Para o ex-corregedor da PM, os soldados podem se achar fortes o bastante para derrubar qualquer comandante-geral.

Paulo Ricardo Paul prevê ainda que o movimento pode se alastrar pela PM se não for debelado agora.
— Esse movimento começou como algo pequeno, virou um monstrinho e agora é um Godzila. Eles acham que podem derrubar qualquer comandante. E ainda podem ganhar o apoio da PM. Só da Costa Verde, havia 68 policiais apoiando a manifestação de sexta-feira. Os PMs poderão se aliar aos bombeiros porque, se conseguirem o aumento salarial, eles também teriam o mesmo direito. Se vale para um, vale para o outro — diz.

Para o coronel, os protestos não teriam motivação política:
— Foi o governador quem politizou a coisa por uma questão de vaidade, de não admitir que errou ao não ouvi-los. Ele só conseguiu fazer com que a crise fosse importada pela PM, com a intervenção do Batalhão de Operações Especiais.

Agora que ele prendeu esses bombeiros, vai ter que recuar. O novo comandante, coronel Sérgio Simões, terá que ouvi-los e ceder em alguma coisa para apaziguar os ânimos.
Na opinião de Paul, o levante dos bombeiros é diferente do realizado por coronéis da PM, em 2007, reivindicando a mesma coisa: melhores salários e condições de trabalho para a tropa:
— A diferença é que o movimento dos bombeiros é composto por praças e nasceu no seio da tropa. Eles conitnuarão soldados, cabos e sargentos. No nosso caso, houve traições porque concederam favores a determinados oficiais.

 O protesto chegou também ao Aeroporto Santos Dumont, onde militares que faltaram ao serviço foram substituídos por bombeiros civis. De acordo com a Infraero, a operação do lugar não foi ameaçada e permanece normal. A tática imita a adotada por militares no último dia 11 de Alagoas, onde conseguiram interromper os voos no Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares, em Rio Largo, na Região Metropolitana.

— Não acredito em riscos à população, mas, ao prender 439 homens, o governador desfalca a escala de serviço e provoca essas operações padrão, em que a tropa só sai à rua para emergências — avalia Paulo Ricardo Paul.

O coronel reclama também dos motivos que o levaram à prisão no Batalhão de Choque. O oficial foi preso pelo próprio comandante da PM, coronel Mário Sérgio Duarte.
— Fui preso às 22h de sexta-feira e só me disseram o motivo da minha prisão no dia seguinte, no sábado, por indisciplina. Ninguém veio falar comigo para que saísse de onde estava. Se não, teria saído. E ainda me tomaram o telefone, o rádio e o notebook, cerceando meu direito à livre expressão — reclamou Paul, que também é blogueiro foi libertado pelo comandante-geral por volta das 14h30m de ontem.

FONTE: JORNAL EXTRA - http://extra.globo.com/noticias/rio/crise-dos-bombeiros-coronel-diz-que-movimento-pode-se-alastrar-pela-pm-que-governador-criou-um-monstro-1974284.html

37 DOS 70 DEPUTADOS ADERIRAM AO MOVIMENTO DOS BOMBEIROS



Deputados reafirmaram sua postura a favor do do Corpo de Bombeiros, em discurso no carro de som, em frente a ALERJ, no início da noite de hoje. Eles garantiram mais uma vez que inicialmente o governo deve soltar os bombeiros presos no sábado para que depois as negociações sobre salários pode ser feita.

Os 37 dos 70 deputados aderiram ao movimento que luta pela libertação dos 439 detidos e pela retomada das negociações salariais. Veja o documento:



Lista dos deputados que assinaram o manifesto de APOIO aos bombeiros:

1.Clarissa Garotinho
2.Marcelo Freixo
3.Flavio Bolsonaro
4.Wagner Montes
5.Janira Rocha
6.Paulo Ramos
7.Altineu Cortes
8.Samuel Malafaia
9.Dionísio Lins
10.Comte Bittencourt
11.Zaqueu Teixeira
12.Luiz Paulo
13.Rosangela Gomes
14.Waguinho
15.Samuquinha
16.Alexandre Correia
17.Roberto Henriques
18.Gilberto Palmares
19.Inês Pandeló
20.André Ciciliano
21.Marcus Vinicius
22.Ricardo Abrão
23.Edino Fonseca
24.Lucinha
25.Andrea Bussato
26.Marcio Pacheco
27.Robson Leite
28.Graça Pereira
29.Claise Maria Zito
30.Marcelo Simão
31.Miguel Giovanni
32.Enfermeira Rejane
33.Gerson Bergher
34.Marcos Soares
35.Geraldo Moreira
36.José Luiz Nanci
37.Nilton Salomão

ABAIXO ASSINADO PELA ANISTIA DOS MILITARES PRESOS


Amigos, até o momento aconteceu apenas a soltura por força de habeas corpus. A ANISTIA é fundamental e ainda não foi conseguida. Por favor, participe do abaixo-assinado pela anistia dos militares presos arbitrariamente durante uma semana.

Para assinar, clique AQUI, leva apenas dois minutos. (importante: este é o abaixo assinado correto a ser assinado, pedindo ANISTIA). Por favor, divulgue para seus contatos por email, mídias sociais, facebook, orkut, twitter!! População fluminense, muito obrigado pelo apoio e solidariedade!


http://www.sosguardavidas.com/

Copacabana para pra ouvir o deputado Mendonça Prado: PEC 300


As forças de Segurança Pública deste país merecem o respeito dos governantes. Quero dizer da minha alegria de reencontrá-los. Vocês representam acima de tudo o bem maior de todos os seres humanos, que é a Vida. Parabéns aos homens que lideraram a luta por melhorias salariais e condições de trabalho. É um momento de muita emoção está sob o céu azul do Rio de Janeiro, envolto da onda vermelha formada por honrosos bombeiros, disse Mendonça Prado.
 
Foi assim que o presidente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado (CSPCCO), da Câmara dos Deputados, falou para cerca de 30 mil pessoas, neste domingo (12), na Orla de Copacabana, zona Sul do Rio. O parlamentar sergipano aproveitou para ressaltar a importância da aprovação da PEC 300.
 
Precisamos deflagrar outra luta para que o Congresso Nacional aprove o fundo constitucional para instituir no Brasil o piso nacional das polícias e bombeiros. PEC 300 Já! ”, acrescentou Prado.
 
O protesto foi realizado um dia depois da liberação dos 439 bombeiros presos por ocuparem o quartel central da corporação. A Justiça do Rio concedeu habeas corpus para os militares após um pedido feito pelos deputados federais: Mendonça Prado (DEM-SE), Alessandro Molon (PT-RJ), Dr. Aluízio (PV-RJ) e Protógenes Queiroz (PCdoB-SP).
 
Durante a mobilização mulheres, filhos e parentes dos bombeiros também se juntaram ao ato. Da janela dos apartamentos, com pedaços de panos vermelhos, moradores de Copacabana também se solidarizaram à causa.
 
A categoria reivindica reajuste salarial e pede a anistia administrativa e criminal aos militares presos no último dia 4.
 
“O deputado Mendonça Prado chegou no momento em que estávamos precisando e confortou todos os 439 bombeiros. A presença dele hoje aqui é de grande importância para o nosso movimento e nossa liberdade”, ressaltou o sargento Alves.

Vanessa Franco - Assessoria de Imprensa

Fonte: Blog Cerco e Bloqueio

Dep. Molon pedirá urgência em decisão que anistia bombeiros

O deputado federal Alessandro Molon (PT-RJ) se encontrará na terça-feira com o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), a fim de pedir urgência na votação do projeto de lei que anistia os bombeiros do Rio de Janeiro.
O deputado apresentou à Câmara o projeto de Lei 1.524, de 2011, que propõe o acréscimo de um novo artigo à Lei Federal 12.191, de 2010, que anistiou policiais militares e bombeiros que participaram de movimentos reivindicatórios ocorridos entre 1997 e 2010. O artigo proposto por Molon estende os efeitos da lei aos 439 Bombeiros presos em 3 de junho.

>> Deputados se reúnem para discutir anistia aos bombeiros

>> Bombeiros levam quase 30 mil pessoas para passeata em Copacabana

>> Bombeiros são recebidos com festa e banda de música na Alerj
"Meu objetivo com o projeto é fazer com que o Congresso Nacional ajude o Estado do Rio a encontrar a saída pacificadora, que o governo estadual não conseguiu promover, para esta grave crise", disse Molon.

Bombeiros na cadeia
Cerca de 2 mil bombeiros que protestavam por melhores salários invadiram o quartel do Comando Geral dos Bombeiros, na praça da República, em 3 de junho. O Batalhão de Choque da Polícia Militar invadiu o local e prendeu 439 bombeiros. Eles respondem pelos crimes de motim, dano ao aparelhamento militar (carros e mobiliário), dano a estabelecimento (quartel) e inutilização do meio destinado a salvamentos (impedir que carros saíssem para socorro).

Os bombeiros prosseguem com os protestos, e acamparam em frente à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) até que os detidos começaram a ser libertados, em 10 de junho. Eles não aceitam a proposta de reajuste de 5,58% oferecida pelo Estado e pedem ainda a anistia geral (criminal e administrativa) dos bombeiros presos.

A situação vinha se tornando tensa desde maio, quando uma greve de guarda-vidas, que durou 17 dias, levou cinco militares à prisão. A paralisação acabou sendo encerrada por determinação da Justiça. Os bombeiros alegavam não ter recebido contraproposta do Estado sobre a reivindicação de aumento do piso mínimo para R$ 2 mil. Os profissionais fluminenses recebem cerca de R$ 950 por mês.

FONTE: http://www.jb.com.br/rio/noticias/2011/06/13/molon-pedira-urgencia-em-decisao-que-anistia-bombeiros/